SEJAM BEM VINDOS AO CANTO DO MEIO POETA!

Escolha uma Música e Viaje pelo Canto do Meio

play


MusicPlaylistView Profile
Create a playlist at MixPod.com
Hoje é
É hora de escrever uma cartinha para mim: homemdeasas@hotmail.com

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Os degraus do Orgasmo


Os degraus do Orgasmo


Tua pele aveludada
incita minha maré de ondas
curta ou alongada
desço correndo entre fendas
como escada declinada...

Procuro o poço sem fundo
vivo e envolvente tão quente
inferno do meu submundo
pega fogo nosso corpo ardente.

Entre sussurros ininteligíveis
fala mais alto a voz do coração
dicionários atentos e invisíveis
traduzem toda essa ação...

No vai e vem, vem e vai
o perfume cheira volúpia
a morte que se esvai
a vida é nossa luxuria.

Se desfalecer neste ato de sexo
quem se importa com o tempo
correndo lá fora sem nexo
morrer fazendo amor é o firmamento
sem saber quem é côncavo ou convexo...

Não há pudor entre quatro paredes
mordiscam-se os seios suados
trocamos olhares de fomes e sedes
nos saciamos e somos usados.

Ninguém busca o fim deste ato
queremos apenas o recomeço
entrar nas entranhas profundas é fato
o prazer é o nosso endereço...

E quando se chega ao êxtase
abro minha bainha e tu guarda a espada
quem eu fui e quem fosse bem amada
e um beijo profundo traduz essa sintaxe.

Ainda desfigurados pela beleza do deleite
devolvemos a alma um do outro
tão natural esse feroz aceite
essa troca de líquidos tal aqueduto
sem saber se é dia ou se é noite...

— Foi bom para você ?


meio poeta
24/10/2012 (manhã)

domingo, 21 de outubro de 2012

Uma Festa Cheia de Vida para Cobra Cordelista




Uma Festa Cheia de Vida para Cobra Cordelista


Antes de adentrar
no recinto de tão belo lugar
já ouvi do lado de fora
o que pensei ser um cd de Martinho da Vila
a canção “onde o Brasil aprendeu a liberdade”
estava sendo cantada ali, ao vivo
no bar da poeira, espeto na mesa...

O gelo corria solto, a cerveja bem gelada
havia copos de toda qualidade
e som nordestino da pesada
Oh! Era geral a felicidade
e muita poesia de saudade
do nosso inesquecível Cobra, um cobra criada !

O forró solto e o pé de serra
os lindos aboios choravam um aboiador
e quem diria em meios aos repentes
fosse surgir mais um espanta a dor
para alegrar os presentes
chegou “Reginaldo Rossi” rebolador...

Não faltou gente falando de política
da política boa do amigo Cobra
e todos agradeciam o grande artista
pelo que ensinou sem deixar sobra
do que aprendeu com tanto sertanista
terra dentro e terra afora.

Sua foto estava bem exposta
como sua alma dentro da gente
só morre quem a gente esquece
e pela voz da bela esposa
agradeceu todos os ausentes
e muito mais os presentes...

E que não se entristeçam quem perdeu
pois motivos justos sabemos que sobram
mais encontros teremos deste homem apaixonado
pelas coisas da nossa terra, um Romeu
um Cordelista tão amado !


Robson Rosa,
Domingo 21 de Outubro, 2012

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Antes que o sonho suma, assumo Eu

http://www.nuaideia.com/mimo_musical/sweet_memories_ni.mid

“Antes que o sonho suma, assumo eu...”


Tenho almoço de aniversário marcado
e antes que tudo vire fagulhas na mente
conto o meu breve sonho
só meu, só meu, somente...

Estava na morada da minha já ida mãe
pensando que ainda não me ligaram
os amigos e parentes de sempre
para dizer olá, feliz aniversário, saudades
e assim vai, por ai afora... Quando fui acordado
meio assustado, pelo vulto que pensei ser
a mãe do meu coração;
era a irmã mais querida
acariciar meu ego indomado.

Levantei e na sala já havia
o chamado “assustado” (surpresa) para mim
abraço vai, beijo vem e vou
para outro canto da casa
e sem me preocupar quem era
a desconhecida que ali estava
ela veio me cumprimentar
com um certo beijinho no rosto
tradição desta data...

Foi daí que num “atrapalho” de ambos
quase relamos nossos finais de lábios
um no outro. Um embaraço eu juro
daqueles parecidos quando a gente cruza com outro
e cada um quer ir para um lado
e acaba indo pro mesmo...

Só que neste quase “beijinho”
eu senti um calor intenso
bem ali, dentro da alma e cara a cara falei:
— Já que é meu aniversário
mereço ganhar um beijo na boca !

E em apenas um lapso de tempo
de milésimo de segundo e meio
a boca dela se uniu a boca minha
e o beijo não queria parar
daqueles bem dados de final de filme,

Sem ser pornográfico como muitos,
nem afoito como tantos
minha irmã passou, olhou, pasmou e seguiu
demos uma paradinha fugaz
para olharmos nos olhos
e perguntar em pensamento
o porque daquele encanto
neste beijo tão ardente?

E sem perda de tempo
a pedi em namoro sem ouvir resposta,
a festa rolava solta ao lado
e nós dois agarrados
pelo fogo ainda da paixão
só não rolamos ao chão
pelos tapetes daquela casa
porque o despertador tocou
avisando do meu compromisso
e assim este momento mágico
se esvaiu como começou.

Agora estou aqui
dedilhando sentimentos
inesperados da vida; virou saudade
e por mais poético que seja
ainda com a boca quente
procurando na realidade
o beijo tão envolvente
que ganhei na nova idade...

Alguém se habilita ?



Robson
10/10/2012

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Escarrando a Poesia

http://www.nuaideia.com/instrumentais/gregorian_chants/the_sound_of_silence_ruy.mid

Escarrando a Poesia


Estava quieto no meu canto
semicerrado aos olhos da vida
e o passado insiste em me sonhar
e quando acordo, vasto pesadelo.

Quantas vezes procurei a Proteção
nestes sonhos predeterminados
fora de horários, para não enfartar
e morrer acordado. Detestaria morrer acordado.

O meu canto ali me encanta
me chama feito abismo
e eu incerto, lhe olho fundo
no fundo das ventas da minha vida

E encontro um vazio que criei
profundo vácuo da minha mente
e me excito mentalmente
pra não desgastar meu corpo
que aguarda um sem fim de nada
beirando um pouco do tudo...

Me auto aplico um passe mágico
e a dor da busca se esvai
e sei que ela volta
a dor sempre volta de onde parou
é a vida que não me espera
por saber viver por demais.

Levanto-me e vou viver um pouco
de sol em sol eu respiro o entardecer
e assim o dia dos outros se acaba
e minha noite chega, enfim...

E aos poucos vou tirando a rede de aço
que separa minha liberdade dos tubarões
do conhecimento além do que sou
e poderei sonhar com o amor
sem receio de morrer afogado
da chama que nunca se apagou.


# meio poeta
02/10/2012