SEJAM BEM VINDOS AO CANTO DO MEIO POETA!

Escolha uma Música e Viaje pelo Canto do Meio

play


MusicPlaylistView Profile
Create a playlist at MixPod.com
Hoje é
É hora de escrever uma cartinha para mim: homemdeasas@hotmail.com

sábado, 30 de março de 2013

Prefiro O Que A Poesia Prefere

http://www.youtube.com/watch?v=gHwVhsDhC-U


PREFIRO O QUE A POESIA PREFERE...

E ela diz que prefere
homens e mulheres
e a criança que temos
dentre todas as espécies;

Prefiro o que se traduz
em toda poesia que se junta e aquece
dos olhos que leem da alma em luz
e tudo o que me apetece

Em poemas infinitos
ou de finais moribundos
gosto mais quando se transcende
e ultrapassa a dor de mundos.

Quanto mais eu vivo menos eu ouço,
porém interminável o que vejo
e se for ser tudo o que não leio
leria tudo o que não sou
como escolher do leitor seu sexo?

Um verdadeiro poeta teria
que ser mais verdadeiro
que sua própria poesia
e vivenciar tudo o que se cria
— não haveria tempo no tempo derradeiro...

O homem escreve para homens
as mulheres escrevem para as mulheres
e eu, este escritor, escreve para todos
e ambos se consomem
todos têm tantos quereres
em lua cheia sou o lobisomem
em sonhos sou o que quiseres !

Vácuos são feitos para serem preenchidos
seja lá com que sexo for,
poemas são feitos para impressionar,
mas poetas são muito enxeridos
e quando a poesia fala de amor
o ódio se levanta para o questionar...

Pergunte para minha alma qual a emoção
que ela sente ao se qualificar
feminina, masculina, colorida ou assexuada
e um matuto reconhecido lhe dirá
“Ser ou não ser, eis a questão...”


Robson
30/03/2013

segunda-feira, 18 de março de 2013

COISAS DE OUTROS ESCRITORES




COISAS DE OUTROS ESCRITORES




O escritor Wolfgang Von Goethe escrevia em pé. Ele mantinha em sua casa uma escrivaninha alta.

O escritor Pedro Nava parafusava os móveis de sua casa a fim que ninguém os tirasse do lugar.

Gilberto Freyre nunca manuseou aparelhos eletrônicos. Não sabia ligar sequer uma televisão. Todas as obras foram escritas a bico-de-pena, como o mais extenso de seus livros, Ordem e Progresso, de 703 páginas.

Euclides da Cunha, Superintendente de Obras Públicas de São Paulo, foi engenheiro responsável pela construção de uma ponte em São José do Rio Pardo (SP). A obra demorou três anos para ficar pronta e, alguns meses depois de inaugurada, a ponte simplesmente ruiu. Ele não se deu por vencido e a reconstruiu. Mas, por via das dúvidas, abandonou a carreira de engenheiro.

Machado de Assis, nosso grande escritor, ultrapassou tanto as barreiras sociais bem como físicas. Machado teve uma infância sofrida pela pobreza e ainda era míope, gago e sofria de epilepsia. Enquanto escrevia Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado foi acometido por uma de suas piores crises intestinais, com complicações para sua frágil visão. Os médicos recomendaram três meses de descanso em Petrópolis. Sem poder ler nem redigir, ditou grande parte do romance para a esposa, Carolina.

Graciliano Ramos era ateu convicto, mas tinha uma Bíblia na cabeceira só para apreciar os ensinamentos e os elementos de retórica. Por insistência da sogra, casou na igreja com Maria Augusta, católica fervorosa, mas exigiu que a cerimônia ficasse restrita aos pais do casal. No segundo casamento, com Heloísa, evitou transtornos: casou logo no religioso.

Aluísio de Azevedo tinha o hábito de, antes de escrever seus romances, desenhar e pintar, sobre papelão, as personagens principais mantendo-as em sua mesa de trabalho, enquanto escrevia.

José Lins do Rego era fanático por futebol. Foi diretor do Flamengo, do Rio, e chegou a chefiar a delegação brasileira no Campeonato Sul-Americano, em 1953.

Aos dezessete anos, Carlos Drummond de Andrade foi expulso do Colégio Anchieta, em Nova Friburgo (RJ), depois de um desentendimento com o professor de português. Imitava com perfeição a assinatura dos outros. Falsificou a do chefe durante anos para lhe poupar trabalho. Ninguém notou. Tinha a mania de picotar papel e tecidos. "Se não fizer isso, saio matando gente pela rua". Estraçalhou uma camisa nova em folha do neto. "Experimentei, ficou apertada, achei que tinha comprado o número errado. Mas não se impressione, amanhã lhe dou outra igualzinha."

Numa das viagens a Portugal, Cecília Meireles marcou um encontro com o poeta Fernando Pessoa no café A Brasileira, em Lisboa. Sentou-se ao meio-dia e esperou em vão até as duas horas da tarde. Decepcionada, voltou para o hotel, onde recebeu um livro autografado pelo autor lusitano. Junto com o exemplar, a explicação para o "furo": Fernando Pessoa tinha lido seu horóscopo pela manhã e concluído que não era um bom dia para o encontro.
 Érico Veríssimo era quase tão taciturno quanto o filho Luís Fernando, também escritor. Numa viagem de trem a Cruz Alta, Érico fez uma pergunta que o filho respondeu quatro horas depois, quando chegavam à estação final.

Clarice Lispector era solitária e tinha crises de insônia. Ligava para os amigos e dizia coisas perturbadoras. Imprevisível, era comum ser convidada para jantar e ir embora antes de a comida ser servida.

Monteiro Lobato adorava café com farinha de milho, rapadura e içá torrado (a bolinha traseira da formiga tanajura), além de Biotônico Fontoura. "Para ele, era licor", diverte-se Joyce, a neta do escritor. Também tinha mania de consertar tudo. "Mas para arrumar uma coisa, sempre quebrava outra."

Manuel Bandeira sempre se gabou de um encontro com Machado de Assis, aos dez anos, numa viagem de trem. Puxou conversa: "O senhor gosta de Camões?" Bandeira recitou uma oitava de Os Lusíadas que o mestre não lembrava. Na velhice, confessou: era mentira. Tinha inventado a história para impressionar os amigos. Foi escoteiro dos nove aos treze anos. Nadador do Minas Tênis Clube, ganhou o título de campeão mineiro em 1939, no estilo costas.

Guimarães Rosa, médico recém-formado, trabalhou em lugarejos que não constavam no mapa. Cavalgava a noite inteira para atender a pacientes que viviam em longínquas fazendas. As consultas eram pagas com bolo, pudim, galinha e ovos. Sentia-se culpado quando os pacientes morriam. Acabou abandonando a profissão. "Não tinha vocação. Quase desmaiava ao ver sangue", conta Agnes, a filha mais nova.

Mário de Andrade provocava ciúmes no antropólogo Lévi-Strauss porque era muito amigo da mulher dele, Dina. Só depois da morte de Mário, o francês descobriu que se preocupava em vão. O escritor era homossexual.

Vinicius de Moraes, casado com Lila Bosco, no início dos anos 50, morava num minúsculo apartamento em Copacabana. Não tinha geladeira. Para aguentar o calor, chupava uma bala de hortelã e, em seguida, bebia um copo de água para ter sensação refrescante na boca.

José Lins do Rego foi o primeiro a quebrar as regras na ABL, em 1955. Em vez de elogiar o antecessor, como de costume, disse que Ataulfo de Paiva não poderia ter ocupado a cadeira por faltar-lhe vocação.

Jorge Amado para autorizar a adaptação de Gabriela para a tevê, impôs que o papel principal fosse dado a Sônia Braga. "Por quê?", perguntavam os jornalistas, Jorge respondeu: "O motivo é simples: nós somos amantes." Ficou todo mundo de boca aberta. O clima ficou mais pesado quando Sônia apareceu. Mas ele se levantou e, muito formal disse: "Muito prazer, encantado." Era piada. Os dois nem se conheciam até então.

O poeta Pablo Neruda colecionava de quase tudo: conchas, navios em miniatura, garrafas e bebidas, máscaras, cachimbos, insetos, quase tudo que lhe dava na cabeça.

Vladimir Maiakóvski tinha o que atualmente chamamos de Transtorno Obsessivo-compulsivo (TOC). O poeta russo tinha mania de limpeza e costumava lavar as mãos diversas vezes ao dia, numa espécie de ritual repetitivo e obsessivo.

A preocupação excessiva com doenças fazia com que o escritor de origem tcheca Franz Kafka usasse roupas leves e só dormisse de janelas abertas - para que o ar circulasse -, mesmo no rigoroso inverno de Praga.

O escritor norte-americano Ernest Hemingway passou boa parte de sua vida tratando de problemas de depressão. Apesar da ajuda especializada, o escritor foi vencido pela tristeza e amargura crônicas. Hemingway deu fim à própria vida com um tiro na cabeça.

sexta-feira, 8 de março de 2013

MULHER VERSÃO 2013




Mulher !

Vamos logo esquecer esse negócio
de que de uma costelinha ínfima
fez-se emoldurada tão curvilínea
delgada e macia imagem feminina...

O Criador não seria tão inoperante assim
e teria inventado de tão desmantelado ser
essa graça que mesmo quando envelhece
ainda muitos a chamam de menina.

Mulheres tiveram que dar suas vidas
em grandes batalhas de seus homens,
tolos guerreiros sem matilhas
que até hoje se consomem
deixando suas mulheres sozinhas...

Mulheres empunharam suas bandeiras
bordadas com carinhos por suas mães
e foram a luta e encontraram parceiras
umas dirigem aviões outras fazem pães
quem não teve ao seu lado
tão pacíficas guerreiras;

Não fosse isso, nós filhos despatriados
morreríamos de fome, ainda incapazes
de darmos as nossas parcelas
por mulheres tão amáveis.

Hoje a mulher por si só
conquistou pela própria força
o tempo que lhe pertence
ficamos sim homens de fora,
vendo a mulher em alta crescente
sem receios de ir embora
levando na mala sua liberdade
hoje já normal e tão decente.

A mulher que se preza não é mais açoitada
por nenhum homem de verdade
hoje ela é versada, tocada e cantada
é companheira, dona de sua capacidade
meio anjo e entremeios tão amada
só se deixa calar se for de própria vontade...

Parabéns a Todas as Mulheres
grandes ou pequenas, bravas ou macias
por ensinarem os homens a serem mães
e viverem pelo trabalho de suas fantasias...

Portanto há de se duvidar
da história do Criador
escrita por algum safado senhor,
pois de uma de suas femininas costelas
é que deveria sair
os homens que lhes têm tanto Amor !


Robson
08/03/2013 (14:20 hs)