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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

QUANTO VALE ?



Quanto vale um sorriso, um aperto de mão, uma vida;
quanto vale 1 real para um pai que precisa saciar
 a fome de filhos pedindo um pão, quanto vale uma emoção,
o matar de uma saudades de quem estava longe...

Quanto vale ouvir o apito da fábrica
para quem nunca tinha ouvido nada na vida,
nem mesmo o seja bem vindo meu filho, ao nascer...

Quanto vale ser o desconhecido do mundo
e alguém estender a mão lhe cumprimentando
como se a festa fosse em sua homenagem...

Quanto vale um sinal indicativo
para quem estava perdido no deserto
e o copo de água fresca para quem morria de sede...

Que preço têm o valor de uma caridade,
a beleza imediata de uma pintura para um coração endurecido,
a frase poética para quem sucumbia no escuro;
qual a importância de uma boa ideia que ninguém teve
e de alguém acionando um ressuscitador...

Que valor têm uma placa de precipício a dez passos,
de elevador parado, de uma liquidação de shopping,
de curva perigosa a direita
e de curva perigosa acentuada a esquerda;

... Que valores têm um ser,
por ter colocado um aviso,
solicitado uma observação,
indicando um risco
salvando pessoas de um perigo iminente  ?

Arrisco dizer que vale a significância de 1 real
que o mantenedor pai conseguiu
para o pão daquele dia aos seus filhos
e nada, nada menos que isso.


Agradecido Amigo !


Robson Rosa
21/08/2013

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Pegadas...



Pegadas...

(...) Por onde passamos deixamos nossa marca,
um cheiro, algo esquecido propositalmente,
ou apenas lembranças;
lembranças da mente...

Olho para minha parede opaca,
e a marca da moldura fez do tempo seu aliado,
a cor estava mais clara
ou toda a parede mais escura.

Na rua voraz teu cheiro já se dispersou,
passa carro, passa carroça
passa o entregador de pão e o correio,
a rua tudo engole, a rua têm fome,
passa o tempo e até tuas marcas silenciou...

Faz tempo que você não passa
onde pouco passa meu coração
e resta apenas a lembrança devassa
de um amor que não virou ação.

A musica já outra, distorcida do que éramos
ou de quem chegamos a ser
mesmo um sendo mais livre que outro
a cumplicidade é que foi platônica,
essa foi a diferença, entre ter e poder...

Até o cão que abana o rabo
todo dia marca seu território
deve ser o ritual do não esquecimento
onde rega o mesmo poste com seu cheiro
dia pós dia, sempre o mesmo
não deixando apagar
nem os sonhos
e nem as pegadas
do tempo...


Robson
13/08/2013

  

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Vida e Morte da Severa Poesia



Vida e Morte da Severa Poesia


Há quem diga não ler poesia,
entortam o nariz com certo preconceito
e assim poetas morrem um pouco de dia
alguns morrem no cair do sereno.

Assim esfomeados escritores
perderam sua profissão tão maleável
aos ditos do coração,
esse órgão tão instável,
poetas se declaram desertores
nada mais além da razão...

Restará apenas o dar e o receber,
o eu trabalho e tu pagas
o toma lá e o dê cá
ninguém mais perguntará por que choras
nem escreverá por que sorriu.

Acredito seja culpa das entrelinhas
que escondem sinceros sentimentos
onde um poeta deixa em aberto
para cada um expor seu pensamento,
mas nem todos conseguem
e a poesia vira um deserto
e cada rima um desalento...

O poeta também é culpado
fica jogando versos ao vento
rifando sua intuição
como se todas as poesias e seu rimado
fosse para um só coração... E assim,
declara-se fora de seu tempo,
outros dizem ser sem noção.

A poesia foi feita para ser apreciada
pela donzela e pela mal amada
até por homens que sabem tudo
dos muitos que não sabem nada;
foi feita para deixar acontecerem as viagens
que entranha pela alma
como se todos fossem virgens
voando por esse mundo... Realizando sonhos.

E se tu não apreciares,
e não mais nos leres,
pode preparar seus dizeres
no meu epitáfio escreverei

− Metade de mim é poesia,
a outra metade é você;
Se morri, também morreres...


Meio Poeta

06/08/2013

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

UMA FOLHA EM BRANCO...











Uma Folha em Branco

Que queres ler tu de mim
que eu escrevo sobre qualquer coisa
posso ir de batatinha quando nasce
passar pela solidão de um pequeno príncipe
libertar seu corpo dos limites
arrancar suavemente suas asas
enquanto fica a me esperar
voando sobre quintais de alheias casas,
mas não posso ousar falar
dos sonhos que andei sonhando...

Sonhos quebram barreiras
se colorem como querem
e eu como coadjuvante
deixo eles me levarem
para onde quer que eu fui
para onde quer que nós fossemos
ora sou amigo, ora sou amante
e, mas, porém – alguns têm fim certo
num incerto acordar !

Muitos dizem não sonhar
e eu não sei como é viver assim
acredito que sonhos sejam prenúncios
inclusive do que nunca vai acontecer;
mas me diga ai
o que eu faço quando abro os olhos
e me deparo com um par de asas rosadas do meu lado ?

Todo dia uma folha de papel me seduz
muito mais que uma folha de planta,
bem menos de uma estrela que reluz,
nele eu declaro minha liberdade,
nela eu sinto o perfume da vida
na estrela a igualdade
e assim, ambos respiramos da mesma essência
da poesia que a folha finda
em eterna cumplicidade...





meio poeta
02/08/2013