http://www.momentosmidi.com/momentos_enigma_deep_forest_meditation.mid
(pensando no Amazonas)
o meu tempo de menino
eu tinha medo de Saci-Pererê
o traquinas e sem destino
zuava o barraco no maior fuzuê.
Atualmente com o desmatamento alheio
toda vez que mudam os prefeitos
vem uma cambada procurando dinheiro
que falta faz a Matinta Perêra
jogando feitiço nesses maus sujeitos...
Eu na minha imperfeita inteligência
achava que a floresta morria pouco
com machados em tolerância
mas o vídeo acima me deixou louco
de pena de ver tanta ganância.
Todo mundo atrás da madeira
para fazer móveis em abundância
estou trocando minha cadeira
vou sentar em outra substância
e chamar o Curupira
que toma conta da floresta inteira
e espantar toda essa terrível maquinaria...
os animais fugindo sem defesa
onde estará o Boitatá sem moradia
para dar fim nestas empresas
destes lenhadores que vem de fora
chamem logo o tal Caipora !
da maldade do Jurupari pela floresta
tantas árvores sangrando ainda crianças
os homens rindo como fosse festa
quando será que nossos votos farão mudanças ?
.
"O brasileiro não está preparado para ser o maior do mundo em coisa nenhuma. Ser o maior do mundo em qualquer coisa, mesmo em cuspe à distância, implica uma grave, pesada e sufocante responsabilidade. -- Nelson Rodrigues"
Do jeito que o desmatamento cresce
só nos resta descobrir as guerreiras Amazonas
vestidas de Vitórias-Régias escondendo o nú
invocando o temível Mapinguari
através do canto do Uirapuru
ecoando da casa de Mani
para que a floresta volte a parir
ao cantar do Jurutauí
das imensas árvores aos Tamba-Tajás
e os americanos preocupados voltem a sorrir !

Nessas florestas de Tupã
como escritor brasileiro
eu queria ter a consciência sã
de um patriota estrangeiro...
Robson, 22/09/2011
inspirado pelo video acima
enviado por Alda Gomes.





Um comentário:
Devastador esse vídeo. Aterrorizante. Será verdadeiro? Eu também já tive medo do saci. Da mula sem cabeça. Hoje, sei que as mulas somos nos mesmos. Mulas e bestas. Eis a prova.
Lindo poema, querido.
Beijo.
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