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É hora de escrever uma cartinha para mim: homemdeasas@hotmail.com

terça-feira, 31 de julho de 2012

Noite de Lançamentos
























Em cada conto, um canto
em cada página sua tradução
em noite de gala um acalanto
a poeta em brada emoção

Em vestes de estrelas, brilha
em tons de azuis se delineia
a sorte que se maravilha
quem puder que a leia;

Sejam contos, encantos, causos
que importam as histórias
no seu repente e sem avisos
a inspiração que lhe domina
já é parte de suas memórias...

Eu aqui torcendo pela grande sina
a esta juventude tão desviada
a esta dama dos encantos,
que escreva sempre apaixonada
coisas, causos, histórias
não deixando a poesia morrer por nada
ensinando-os a terem fantasias

Sem sonhos tudo estanca
nem se rabisca uma só frase
a poesia é a alavanca
da descoberta de quem tanto ama, ou quase;
ou da paixão que nos levanta...


# meio poeta
31/07/2012

domingo, 29 de julho de 2012

Ressaca dos Horizontes



Ressaca dos Horizontes


A cidade amanhece em silêncio
até se ouve, ao longe
o silvar de pássaros
os passos de alguma criança
e o refluxo do mar,

Nos olhos a esperança
do pescador a caçar
seus sonhos de pouca memória
diluídos ao vento
quase nada a contar...

Quanta gente ainda não viu
a cidade vista do mar
só aos peixes cabe esse segredo
do silêncio que não se ouviu
dia e noite quase em paz.

Do mar se avista o mais perto estrelar
e a lua a figurar no horizonte
ao longe a cidade a piscar
as pessoas em seu confronte
até o passado querem modificar...

Vez por outra uma marola
faz do pescador um ser humano
jogando à praia homem e peixes
a sua sorte, sua degola
e tudo volta ao cotidiano...

E deste olhar horizontal
entre o destino e a volta
entre minha vida perimetral
e o pensar feito uma gaivota
deixo meu etecetera e tal !



Robson
29/07/2012

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Você...

http://www.sissimidis.com.br/Inter/Classical-Pop/Andre-Rieu/Chanson-d-Amour-(Wayne-Shanklin).mid


Você
têm o dom de me dar o amanhecer,
o meu dia inteiro
e o meu adormecer
me transforma em faceiro
me usa e as vezes abusa
do meu perfume, teu cheiro...

Você
que me faz serenata
na tela se expande ao fundo o mar
o verde latente nas ondas
e o som da tua história
me deixa no vai e vem na madrugada...

Você
me tira da lama me joga na cama
e as vezes grita e me chama
divide seu tempo com meu tormento
tem momento que acho me amas
num instante só teu passatempo...

Você
que desnudou meu passado
e se veste do meu presente
têm hora que choramos
lado a lado, enfim
têm hora que brindamos
um futuro tão ausente
e é assim que gostamos...

Você,
Eu, minha gratidão
                    e o Fim.



# meio poeta
26/07/2012

terça-feira, 24 de julho de 2012

E agora o que é que eu faço ?



Só tenho comigo uma criança
que entende a morte
do jeito que ensinei
suave ou amenizadora e sem saudades...

Não sei por que fui aprender assim
sentir assim, viver assim
com esta esperança
do amanhã melhora,
do tudo passa...

E não posso voltar atrás do que falei
para não passar por idiota
que não sabe viver como pensa
já que pensava sabia viver...

Serão dias neutros
de sonhos incoerentes
e de realidade exposta
acordando e dormindo com quem se foi.

A poesia está de luto
o poeta está sem mãe (que dor)
o homem está meio sem vida
a humanidade sem este amor
a vida está sem Olinda...

A culinária perdeu sua dama
o marido sua esperança
os filhos a coerência
os netos o próprio rumo
e a vida sua substância.

E resta agora a saudades
e a sabedoria do não mais voltar
do não ter a quem ligar
nem a quem chamar de minha “véia”
minha mãe.





Robson
24/07/2012

quinta-feira, 19 de julho de 2012

POLÍTICA versus POESIA




POLÍTICA versus POESIA

Eu nasci em rua asfaltada
de casa alugada de dois quartos
mudamos para um bairro de nada
e só depois de muito tempo eleito,
ganhamos de Jânio Quadros
a rua cimentada...

A cidade paulistana
a cada dia que passava
crescia adoidada e puritana
e enquanto eu me escolarizava
tendo achocolatado, pão e banana
crescia ela mais do que eu, toda desvairada.

A cada vereador escolhido
uma rua ou duas se asfaltavam
proibiram fogueira de São João
para não derreter o asfalto de verdade,
guardaram nossas fieiras
para não fazer buracos no chão
e ainda vendem hoje nas feiras
o saudoso pião...

Desde a infância aprendia
que o voto valia rua asfaltada
onde chegava ambulância
mais rápido que na rua esburacada
e naquele tempo nem existia militância
o candidato ia de casa em casa
e nem carro de som existia !

E pasmem, as promessas ele cumpria...

Muito asfalto também enjoa
é muita buzina para meu gosto;
sai da frente molecada,
mão na cabeça ladrão,
— os bombeiros mostram a cara
e todo mundo ficando maluco,
fiz de velho a minha mala
fui morar em Pernambuco.

Ainda encontrei gente de palavra
crianças rodando pião
muita pobreza sem os vale-tudo de Lula
sanfoneiros que nunca acabava
comida boa para saciar até a gula
e muita, muitas ruas esburacadas
lugar ideal para conseguir se eleger
se não mudassem suas bancadas...

Aqui passava ônibus de hora em hora
agora as lotações batem de momento em momento
o progresso está dilacerando o sossego
e o poeta vive seu tormento
já não escreve no silêncio
e para onde ir embora (?)
se os candidatos andam de “jaguar”
e o povo amassa o barro de jumento !!!


# meio poeta
19/07/2012

quarta-feira, 18 de julho de 2012

AINDA NÃO CAIU A FICHA


MÃE,
a sua ausência ainda não me foi sentida
por mais que a viste na cama sorrindo
e partindo aos seus céus
ainda não me caem lágrimas desta dor...

Fique atenta
talvez essas lágrimas não caiam
se caírem, não deixarei que as veja
pois prefiro lembrar-me de ti alegre
tomando seu copo de gelada e boa cerveja.

Vá falando bem de mim por estes confins
que o tempo aqui corre à mil
e quando eu mandar uma cartinha a Deus
leve-a depressa, pois agora és minha anja,
minha mensageira.

Com imensurável Amor,
a mãe que fazia os melhores bolinhos de massa
de batatas com carne do mundo !


Robson
18/07/2012