Só tenho comigo uma criança
que entende a morte
do jeito que ensinei
suave ou amenizadora e sem saudades...
Não sei por que fui aprender assim
sentir assim, viver assim
com esta esperança
do amanhã melhora,
do tudo passa...
E não posso voltar atrás do que falei
para não passar por idiota
que não sabe viver como pensa
já que pensava sabia viver...
Serão dias neutros
de sonhos incoerentes
e de realidade exposta
acordando e dormindo com quem se foi.
A poesia está de luto
o poeta está sem mãe (que dor)
o homem está meio sem vida
a humanidade sem este amor
a vida está sem Olinda...
A culinária perdeu sua dama
o marido sua esperança
os filhos a coerência
os netos o próprio rumo
e a vida sua substância.
E resta agora a saudades
e a sabedoria do não mais voltar
do não ter a quem ligar
nem a quem chamar de minha “véia”
minha mãe.
Robson
24/07/2012




Um comentário:
Querido, essa música marcou minha meninice. Nunca soube porque. Nunca traduzi a letra. Agora sei. É linda. E lindo o sentimento do filho pela mãe. De amor. De carinho. De saudade. Isso é ser mãe. Isso é ser filho. Choremos. Beijo.
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