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sábado, 18 de maio de 2013

EU ACHO QUE ESTOU "BICHANDO" ou...




EU ACHO QUE ESTOU “BICHANDO”
...........(ou Meu filho faz doze anos amanhã)

Quando assumi a complexa tarefa de ser pai
daqueles que cuidam sozinhos de filho
não sabia que seria difícil e com muitos ais
que os versos conteriam muito estribilho
no dia e noite, noites e dias...

As rimas mudaram todinhas
os versos do meu viver
agora sei porque “Mariínhas”
fugiram para não sofrer.

Nem tenho tempo para me arrepender
já assumi totalmente a “pai-eternidade”
deixei minhas baladas de louco para não endoidecer
e larguei toda noitada da cidade...

Aprendi de que lado se torce a roupa
que ferro melhor me condiz
como gostar de lavar louça
e fazer mercado feito um galo meretriz,
escolhendo comida boa de criança
não deixando de olhar o decote da moça
vida louca essa de aprendiz...

Deixei de lado a paquera
e muito mais o andar de mãos juntas
por um filho que tanto me venera
e por mais que se distancie pelo crescer
parecemos almas gêmeas !

Mas em meio de tantos afazeres
ainda sei que sei beijar
e quando o fogo relembra os prazeres
muito antes que leve alguém a comigo deitar
fico com meus quereres
e um sorvete de chocolate à me acalmar.

Estou levando muito a sério,
essa história de ser mãe atuante
parece que passei pelo puerpério
eu só queria ser um figurante
e encontrei tanto mistério...

Não me arrependo um só instante
reclamo sim, mas não cometo adultério
minha dedicação é constante
meu filho, meu império
amor de pai é significante
amor de mãe já vem como recheio.

Minha sexualidade fica nesse jogo
“ser ou não ser, fui ou serei”   
do macho hormônio estou cheio 
e nada mais gratificante
que ganhar o primeiro pedaço do bolo...

— Duvido que isso não seja
muito mais importante !!!


Robson Rosa
18/05/2013
14:00 hr

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Minha Mãe OLINDA




MINHA MÃE OLINDA PARTIU LOGO APÓS O DIA DAS MÃES,
LOGO ALI, EM 2012.

A todas as mães que se foram

Eu nem queria te lembrar nesse dia
do dia de todas as mães,
porém lembrança é nostalgia
mesmo que nunca a esqueça jamais...

Quem não se admira
quem transforma retalhos em roupas novas
quem da massa faz bolos
quem dos bolos faz uma festa
quem da festa transforma os sonhos ?

E ao ajudar na lição de casa
transforma criança em gente grande
guarda segredo de nota baixa
mãe linda e tão gigante,

Que pouco se alinha
seja magra, gorda, colorida
meiga ou cheia de manha
és a mãe mais querida
mulher bela e tão amada;

Minha mãe foi um pitéu
meu pai teve uma sorte danada
tinha que elevar ela ao céu
era ela tão prendada
de um palmito fazia pastel
e a festa já se armava
se ela ainda fazia os bolinhos de batata...

Fez de nossa morada seu castelo
de artista à ajudante de pedreiro
cuidava com tanto esmero
das coisas que não compra o dinheiro
era tanto amor que ainda quero...

E assim envelhecemos juntos
a distancia não era presente
estávamos no mesmo mundo
dava saudade eu ligava
e ela ligava quando saudade lhe dava,
pura cumplicidade de quem se ama;

E a vida nos pregou uma peça
daquelas que a gente não acha graça
chegava a hora desta mulher de raça
 virar uma iluminada estrela

E quem sou eu para em meio tanta dor
tentar desfazer um neoplasma
se quem a queria é o Criador
muito além de qualquer fantasma ?

Pedi ao silêncio de sua consciência
com amor grande em coração pequeno
vá em paz, cumpriu sua vivência
terás meu amor eterno,
já falava isso desde a infância
jamais lhe negaria isso
em terra acalorada sigo em inverno...

Em breve tempo ela partiu
no meio da madrugada
sem dar trabalho se despiu
da vida já tão cansada.

Só os que tiveram mães
sejam rubro-negras, tricolores, alviverdes, corintianas
que partiram para seus nunca mais
sabem das saudades humanas
que não se esquece jamais...














Robson Rosa
10/05/2013
11:45 hrs

terça-feira, 7 de maio de 2013

"A vida não se resolve com Palavras..."















Que engano esse
que me deparei certa manhã
bem cedo, postado no “face”
que quase procurei a psicanálise
contando histórias deitado no divã ?

Oras bolas !
Uma reportagem de grande pessoa,
Escritor, poeta, diplomata, acadêmico de letras;
João Cabral de Melo Neto, recifense nato,
já falecido, senão reclamaria de tal chamada
que informava um pouco de sua vida...

Posso não ter feito ainda
grandes conquistas literárias
nem sei se é essa minha pretensão,
porém o que consegui em parte de minha vida
devo um pouco a criatividade
não sou político, nem uso microfone
com caneta, papel e minha escrita
fui falando de minha lida
e de parte de toda uma cidade...

As palavras o vento leva embora
não sem antes ferir ou curar
já a escrita é impressa
e se der uma página para
cinco pessoas, cada uma entenderá de um jeito
e nem sempre do jeito do escritor,
mas não se soltam ao vento
nem se perdem no esquecimento.

Os escritores poetas
são todos maltrapilhos de fala
a fala não é audível
ou a timidez me cala
os entrevistadores acham isso incrível
e os grandes escritores assim o são
escrever o que querem falar
com todas as virgulas e pontuações
e inevitável entrelinhas
temos tempo de pensar
apagar, modificar ou rasgar
dependendo a quem se quer expressar...

Os advogados declaram pela escrita
a defesa ou ataque
e o Juiz pela lei, decreta ou ajuíza
e tudo isso sem um só sotaque.

Os cientistas anotam
tudo o que pensa o cérebro
e assim caminha a humanidade
uns gritam e muitos fofocam
numa grande insanidade
já os escritores escrevem
em aparente sanidade
–— Palavras prescrevem,
Escritos duram uma eternidade !

Robson
07/05/2013 – 08:16 hs

domingo, 5 de maio de 2013

420 ANOS + 1 DIA DE JABOATÃO DOS GUARARAPES


(feliz desaniversário)

Hoje o povo acordou com ressaca
mas não foi pelo aniversário da cidade
desta que ditam ser “moscouzinho” antigo
e a prefeitura tanto empaca

O povo está desunido
e é assim que nos querem
sem informações somos livres
para besteirar tantos quereres
é assim que rege a constituição...

Estamos de ressaca moral
e em respeito a bandeira da cidade
bato continência à Jaboatão,
mas nunca aos descasos da municipalidade;

Me curvo às dores deste mundo
onde mil promessas não se cumprem
e só habilitam uma nova escola
com pompas e quem lhes filmem
como se nos dessem esmola
a este povo trabalhador e do bem.

A voz do povo está calada
esperando grandes melhoras
a massa de tal bolo desanda,
o professor ao aluno choras
e a greve se deflagra,
nada responde quem vos comanda...

A cidade cresce sozinha
já acostumados com tanta debanda
fizeram fugir os holandeses
os espanhóis perderam a boquinha
o povo junto mostra quem manda

Somos capitania
de pais Jaboatonenses
ou de grande bom intento,
o restante vem doutra província
nem fazem parte do recenseamento
e sem amor em sua biografia !


Robson
05/05/2013

sábado, 4 de maio de 2013

420 ANOS DE JABOATÃO DOS GUARARAPES



De noite eu lhe rondo a cidade
onde envelhecidos amigos já dormem
em seus leitos esplendidos
sonhando quem sabe
com lindas mulheres
cada qual com seu homem
                            
E por vias estreitas
ruas que ladeiam morros
com os olhos na lagoa
e os pés em águas espraiadas
pescadores cercam peixes na gamboa
e pessoas enamoradas
namoram numa boa...

Cidade cheia de histórias
de moradores muito mais
em cada morada tantas retóricas
os contos não terminam jamais
em canto, texto ou poesias
dariam grandes musicais
e muitas peças teatrais de seus artistas

Povo que abre os braços escancarados
pelos que aqui querem ficar
e a falta de costume dos que vem de fora
se alegram à se indignar,
como é bom acordar em tua aurora...

A cidade se faz sozinha
o sol, o mar, o poente e as estrelas
tudo se junta a essa moçada bonita
tudo é festa em suas passarelas

Em Seu Aniversário de tantas velas
a poesia vira conto, vira escrita
e não há quem te desdita
é só abrir suas janelas
e deixar entrar a canção
dos Guararapes tão bem-vinda
do seu tão jovem Jaboatão...

Meus parabéns a Você
nesta data tão querida !

Robson Rosa
04/05/2013