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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Minha Mãe OLINDA




MINHA MÃE OLINDA PARTIU LOGO APÓS O DIA DAS MÃES,
LOGO ALI, EM 2012.

A todas as mães que se foram

Eu nem queria te lembrar nesse dia
do dia de todas as mães,
porém lembrança é nostalgia
mesmo que nunca a esqueça jamais...

Quem não se admira
quem transforma retalhos em roupas novas
quem da massa faz bolos
quem dos bolos faz uma festa
quem da festa transforma os sonhos ?

E ao ajudar na lição de casa
transforma criança em gente grande
guarda segredo de nota baixa
mãe linda e tão gigante,

Que pouco se alinha
seja magra, gorda, colorida
meiga ou cheia de manha
és a mãe mais querida
mulher bela e tão amada;

Minha mãe foi um pitéu
meu pai teve uma sorte danada
tinha que elevar ela ao céu
era ela tão prendada
de um palmito fazia pastel
e a festa já se armava
se ela ainda fazia os bolinhos de batata...

Fez de nossa morada seu castelo
de artista à ajudante de pedreiro
cuidava com tanto esmero
das coisas que não compra o dinheiro
era tanto amor que ainda quero...

E assim envelhecemos juntos
a distancia não era presente
estávamos no mesmo mundo
dava saudade eu ligava
e ela ligava quando saudade lhe dava,
pura cumplicidade de quem se ama;

E a vida nos pregou uma peça
daquelas que a gente não acha graça
chegava a hora desta mulher de raça
 virar uma iluminada estrela

E quem sou eu para em meio tanta dor
tentar desfazer um neoplasma
se quem a queria é o Criador
muito além de qualquer fantasma ?

Pedi ao silêncio de sua consciência
com amor grande em coração pequeno
vá em paz, cumpriu sua vivência
terás meu amor eterno,
já falava isso desde a infância
jamais lhe negaria isso
em terra acalorada sigo em inverno...

Em breve tempo ela partiu
no meio da madrugada
sem dar trabalho se despiu
da vida já tão cansada.

Só os que tiveram mães
sejam rubro-negras, tricolores, alviverdes, corintianas
que partiram para seus nunca mais
sabem das saudades humanas
que não se esquece jamais...














Robson Rosa
10/05/2013
11:45 hrs

Um comentário:

Anônimo disse...

Coisa linda. Coisa boa. Magnânimas são as mães. Pena que só as entendamos quando temos filhos. E filhos crescidos que algum trabalho nos trazem. Preocupações. Desgaste. Enfermidade. É o que nos faz entender o coração de u'a mãe. Quando sentimos o mesmo. O mesmo medo de perder. E assim, compreendemos o quanto são/foram os anjos de nossas vidas. Saudade dói. A dor de que a compreensão poderia vir um pouco mais cedo, e com isso, entendermos melhor essa alma tão generosa. Lindo. Amei.
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