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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Pegadas...



Pegadas...

(...) Por onde passamos deixamos nossa marca,
um cheiro, algo esquecido propositalmente,
ou apenas lembranças;
lembranças da mente...

Olho para minha parede opaca,
e a marca da moldura fez do tempo seu aliado,
a cor estava mais clara
ou toda a parede mais escura.

Na rua voraz teu cheiro já se dispersou,
passa carro, passa carroça
passa o entregador de pão e o correio,
a rua tudo engole, a rua têm fome,
passa o tempo e até tuas marcas silenciou...

Faz tempo que você não passa
onde pouco passa meu coração
e resta apenas a lembrança devassa
de um amor que não virou ação.

A musica já outra, distorcida do que éramos
ou de quem chegamos a ser
mesmo um sendo mais livre que outro
a cumplicidade é que foi platônica,
essa foi a diferença, entre ter e poder...

Até o cão que abana o rabo
todo dia marca seu território
deve ser o ritual do não esquecimento
onde rega o mesmo poste com seu cheiro
dia pós dia, sempre o mesmo
não deixando apagar
nem os sonhos
e nem as pegadas
do tempo...


Robson
13/08/2013

  

2 comentários:

Anônimo disse...

Ai, poeta. Acho que conseguistes expresssar na tua poesia o que vai em meu coração. Também sinto a rua em sua solidão. Sós. Alma e coração. Talvez um pedido de perdão. Pela vida, ou para a vida. Linda poesia. Beijo.

Anônimo disse...

o caminho tem pedras,tem flores,
tem espinhos,tem relva
até onde fores.
em cada curva,
em cada reta ,tudo se revela
e... ai sentimos falta das pessoas que nos amam,sem pedir nada em troca,
lamentando o que poderia ter sido...
e não foi
mas o caminho se releva e flores
abrem com a esperança de um
novo amanhã