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terça-feira, 6 de agosto de 2013

Vida e Morte da Severa Poesia



Vida e Morte da Severa Poesia


Há quem diga não ler poesia,
entortam o nariz com certo preconceito
e assim poetas morrem um pouco de dia
alguns morrem no cair do sereno.

Assim esfomeados escritores
perderam sua profissão tão maleável
aos ditos do coração,
esse órgão tão instável,
poetas se declaram desertores
nada mais além da razão...

Restará apenas o dar e o receber,
o eu trabalho e tu pagas
o toma lá e o dê cá
ninguém mais perguntará por que choras
nem escreverá por que sorriu.

Acredito seja culpa das entrelinhas
que escondem sinceros sentimentos
onde um poeta deixa em aberto
para cada um expor seu pensamento,
mas nem todos conseguem
e a poesia vira um deserto
e cada rima um desalento...

O poeta também é culpado
fica jogando versos ao vento
rifando sua intuição
como se todas as poesias e seu rimado
fosse para um só coração... E assim,
declara-se fora de seu tempo,
outros dizem ser sem noção.

A poesia foi feita para ser apreciada
pela donzela e pela mal amada
até por homens que sabem tudo
dos muitos que não sabem nada;
foi feita para deixar acontecerem as viagens
que entranha pela alma
como se todos fossem virgens
voando por esse mundo... Realizando sonhos.

E se tu não apreciares,
e não mais nos leres,
pode preparar seus dizeres
no meu epitáfio escreverei

− Metade de mim é poesia,
a outra metade é você;
Se morri, também morreres...


Meio Poeta

06/08/2013

Um comentário:

Anônimo disse...

O Poeta sempre é culpado. Culpado dos sonhos. Culpado dos sentidos. Culpado pela falta sentida. Culpa, culpa, culpa. Que será a não ser excesso de emoção? O silêncio, o não dizer e o quere. Linda, poeta. Lindo.