Fragmentos de um poeta, ou não !
Não faço de outros caminhos os meus
por desconhecer completamente onde vais
não sei de seus infernos
nem de outros carnavais;
há quem se entregue no primeiro olhar
na primeira mentira
ou ainda se arriscam
em ouvir outras mais...
Uns só de me verem
juram eterno amor
prometem viver com ou sem
a inevitável dor. A tal dor de amor é lancetada
feito dor de dente na madrugada,
todos sobrevivem
já alguns se matam, sem morrerem...
Meus versos não são salvação
quem salva é sua compreensão
num momento me entende por inteiro
noutro pensa que vivo num galinheiro
não me julgue
ser o que não fui, nem mesmo o que não serei !
A única coisa que sei da vida
é estar respirando na manhã seguinte
nada além de um segundo após isso;
não analise meu futuro
por uma palavra mal escrita
vou a julgamento eu sei,
mas meu advogado vai transformar
a minha culpa, em sua.
Não se arrisque mais
na hora da briga jurídica
sou um ser,
muito pior que selvagens animais
e pior que homem na política pública;
não pague para ver...
O porquê dessa revolta
talvez seja por todos os escritores
ou por má interpretação dos versos,
passamos a vida toda escrevendo
e nem reconhecimento temos,
não se têm salários e nem dinheiros
nem férias nem décimo terceiro
nem mesmo um registro em carteira
muito menos ienepe-ésse... Será que tiririca já
sabe ler ?
E todos sem exceção alguma
a não ser que seja um mago
sabe o que escrevo nas entrelinhas,
então não me traduza,
ali sou como solteiro ou casado, crentes ou ateus
e aviso; meu ser pertence a Deus !
Poeta é igual qualquer um
só não sou Um qualquer
vivo de sonhos sim,
mas a realidade não me deixa esquecer
do meu começo, meio e
fim.
Robson
02/09/2013





3 comentários:
Lindíssimo, querido poeta!!!
Abraços enamorados!!
Alma
NO VALE DOS REIS AINDA EXISTEM MUITOS MASTABAS,PENSO QUE ALGUNS DE SEUS HABITANTES ESTÃO SOLTOS POR AI
O inferno que habita cada alma torna-se o infortúnio de cada um. A pena? Aquela que aguentamos. O risco faz parte da vida, assim como o primeiro suspiro do dia. O primeiro respirar. O amar. O amor. Ai, o amor. Dói. E quando não é cantado. Quando não é falado, apenas encantado? Dor, óh, dor. Para onde vais levar esse tão maltratado coração?
Postar um comentário