Estão
matando as Estrelas
Q
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uando eu olho para trás
nem
tão longe assim
por
mais que o tempo voe
parece
que foi ontem, talvez um pouco além
quando
coloco um cd de Nelson, Elis, Janis e tantos outros
ou
Senna, meus avós, meu primo Pedro
minha
mãe, suave como todos que se foram,
deixo-me
cair numa saudades
destas
Estrelas que fazem parte da minha vida.
Ouvi
muito dizer que quando perdemos um ente
desses
sim, considerados muito queridos
eles
viram uma estrela no céu
mas
o homem é o animal do próprio homem
olho
para cima e vejo tão poucas estrelas brilhando
e
mesmo dentro da madrugada
a
ganância levou embora a noite e com ela, as estrelas.
Na
penumbra da noite
o
animal homem ataca outro homem
que
no dia seguinte pede iluminação elétrica
e
com isso, mais e mais espantam a escuridão,
essa
aliada dos sonhos e descanso tranqüilo,
dos
amores que se tateiam entre o negro e o coração
cada
vez mais longe... Muito mais longe.
A
cidade de dia se ilumina
de
noite é iluminada
e
assim, morrem as estrelas. As minhas e as suas.
Centenas
de lâmpadas novas nascem todos os dias,
uma
mais forte que a outra
e
as empresas de iluminação aplaudem
e
o dobro de estrelas são apagadas noite após noite
e
não muito longe está
o
dia que não houver mais escuridão,
e
daí adeus à noite em sua imensidão
e
as estrelas à cintilá-las...
E
isso não é uma coisa para imaginar
e
sim, para se preocupar
eu
sou a favor do bom “apagão”,
pois
é melhor perder um capítulo da novela
do
que perder essa paixão!
−
Que fim levaram todas as estrelas?
Robson
29/10/2013











