Oh... Que dia
tão belo
deste outubro
sem fronteiras
uns fazem
poesia a qualquer maneira
outros a duas
mãos formando um elo
a grande
maioria não as revisam
para não
perder o lapso do momento
alguns levam
a semana inteira
rasga-amarrota-rascunha-e-rasga
pega de volta
da lixeira
outros nunca
terminam
e deixam
morrer o sentimento...
As editoras
querem a gente bem longe
querem romances
intergalácticos
beijo, sexo
(muito sexo), aventura e algum milongue
eles são categóricos
querem poetas
e não monge. Que tormento...
E assim vamos
escrevendo
transformamos
histórias corriqueiras
dos contos do
vou vivendo
em estrofes
maneiras
onde se rimam
eira com beiras;
e há poetas
que só ele descrevendo
para entender
o que sente
entre seus pensamentos
chamados entrelinhas
e por sorte
descobrir suas minúcias
se ama ou se
está de amor morrendo...
Existem os
poetas bagunçados
espalhando pedaços
de poesias
apenas em
dias pares e por cantos acumulados
sua casa vira
frases em fantasias
e seu fiel
arquivista grita: Viva o poeta em seus dias !
E o poeta
todo esquecido
sem perder a
intuição em demasia
escreve mais
um pedaço do poema
onde agradece
esse arquivista querido
por fazer
parte do seu caminho
e em alto tom
escreve: Viva o arquivista na nossa poesia !!!
E saíram os
dois para apreciar um bom vinho...
Robson
20/10/2013




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