Envelhecido, porém não convencido.
Saio por ai
como sempre sem destino
com toda a liberdade que conquistei
pelo tempo que vivi
volto a hora que quiser
sem perder a honra e a lucidez
se foi comigo muito bem
se não foi, também... Sempre volto, sempre voltei.
Agora se não me esperou
e foi nos braços de outros carnavais
volto a jogar toalhas ao chão
pregar roupas nos varais
isso nunca me desesperou
talvez eu chore um dia ou dois
no máximo três
e saio buscando nova ilusão... Desta já virei freguês !
E no caminhar das ruas
me deparo com a jovialidade
protestando por melhorias de vida
sem se esquecerem das drogas nuas
perdendo o rumo da verdade... Cadê a responsabilidade ?
Sou como vinho tinto
um suave veneno,
o antídoto
um trovador por instinto
querendo ainda mudar o mundo
por pura teimosia
vou vivendo
essa vida que me vicia... Onde estará essa aposentadoria
?
E quem quiser me usar
faça perguntas exatas
que a resposta é certa
se eu não souber, nem sempre sei;
pode esperar nessa mesa de bar
vou ali mais um pouco viver
e volto para te ensinar
senão, só para aprender... Quanto mais velho eu fico
menos eu
quero morrer
preencha minha taça de vinho
e um
brinde ao envelhecer !
Robson
31/01/2014











