Espelho, espelho meu...
A gente tinha
tanta idade pela frente
mas, eis de repente
sem motivo certo
numa tarde ensolarada
a alma que vivia tão calada
resolveu falar
e o muro da amizade
eterna namorada
se despiu das coisas
mostrou que existe
outra parte da metade...
Agora o que importa
é o que a boca falou,
tão profunda abriu sua porta
do que há tempos se fechou
só que invés de pedir um tempo
educadamente se calou.
Tudo seria muito mais envolvente
mas o vinho terminou
e o que era tão aparente (ou não)
a garrafa vazia nos embaçou
temos que esperar, contingente
a reflexão que solicitou...
− Espelho, espelho meu
já não me refletes como indulgente
diga lá, quem sou
já que não podes falar quem somos !?
Robson
17/01/2014




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