Nemo ínnocens si accusare sufficit
(ninguém seria inocente se bastasse acusar)
O homem nasce
se ilustra e se instrui
se mescla e se intui
muitos no mesmo clichê
na miscigenação o maior fuzuê...
Os imigrantes se unem aos emigrantes
zona sul com zona norte
asiáticos com ianques
e os descendentes neste consorte.
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Cada ser tem o direito consuetudinário
que é fundamentado no uso, prática e costumes
de sua procedência ancestral e doutrinária
e deste enlace do imaginário
onde o amor não supera a sonhada utopia
processos se abrem no judiciário...


E a guerra de gente separada se inicia
não se pode dividir filhos ao meio
ninguém mora em meia casa
nem anda em meio carro
o advogado incita a batalha
os meios não justificam os fins
e a mentira tem que ser provada.
A pessoa jurídica é a pessoa física
os incisos a zona de luta
os parágrafos as novas armas
e a lei que tanto impõe conduta
bate o martelo em proclamas
o réu não mais se permuta...
A dona justiça nunca deveria ser cega
já que não é surda e nem muda
pois são nos olhos que estão a verdade
assim se comunica o coração
e as letras proféticas ou em vaidade
jamais brilharão com tanta emoção...
E no final da demanda judicial
onde tudo começou com uma procuração
por ter faltado o essencial
“aquela conversa ou outra opção”
na passageira crise existencial !
“ Não se consegue adentrar com o
arco-íris, onde o cinza reluz
a força estranha dos tribunais — R.Rosa ”
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Robson
10/12/2011



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