...
Afinal, quem tem asas sou eu e quem voa
longe é você.
Quem é mais egoísta?
Eu que parti e voltei ou você que não volta!
— A distância causa ausência no ser.
Quem sofre mais?
Quem passa embaixo na avenida espraiada ou Quem se esconde atrás de cortinas
com seus ratos com caras de gatos
com seus grilos nunca enunciados
ou meus eternos dilemas de vida
Quem?
- que de longe veio e fica
e quando fica tu vai
e se perde em geleiras azuis
e me perco em castelos de areias ?
Mandei alisar nossas avenidas
para que não sujes mais sua alma na lama
dos desencontros mil
que quando se participa junto
os fundos musicais não são belos
o vinho altera a cor
o coração quer brigar
nestes encontros (poucos)
com todo o terrorismo do anti-romantismo.
Nossa dança seria eterna
e eterna é
não fosse cada qual egoísta dos próprios egoísmos adquiridos
mas isso não é um puxão de orelhas
é apenas um carinho no ego
O ego egocêntrico egoísta
de quem ficou e quem se foi
até onde continuaremos à sermos artistas
desta paródia
chamado vida
(Ce la vie, ce la vie...)
e ainda desnudado, descuidado e sozinho
pensamentos voam mas as pernas se inertam
dói só de pensar tanta distância
me afogo num gole de café já morno
dos tempos passados e do futuro logo próximo
os buracos foram tampados por máquinas
porém, cicatrizes dizem
lá no íntimo do fundo do peito
Se dói
é amor !
Quem é mais egoísta?
Eu que parti e voltei ou você que não volta!
— A distância causa ausência no ser.
Quem sofre mais?
Quem passa embaixo na avenida espraiada ou Quem se esconde atrás de cortinas
com seus ratos com caras de gatos
com seus grilos nunca enunciados
ou meus eternos dilemas de vida
Quem?
- que de longe veio e fica
e quando fica tu vai
e se perde em geleiras azuis
e me perco em castelos de areias ?
Mandei alisar nossas avenidas
para que não sujes mais sua alma na lama
dos desencontros mil
que quando se participa junto
os fundos musicais não são belos
o vinho altera a cor
o coração quer brigar
nestes encontros (poucos)
com todo o terrorismo do anti-romantismo.
Nossa dança seria eterna
e eterna é
não fosse cada qual egoísta dos próprios egoísmos adquiridos
mas isso não é um puxão de orelhas
é apenas um carinho no ego
O ego egocêntrico egoísta
de quem ficou e quem se foi
até onde continuaremos à sermos artistas
desta paródia
chamado vida
(Ce la vie, ce la vie...)
e ainda desnudado, descuidado e sozinho
pensamentos voam mas as pernas se inertam
dói só de pensar tanta distância
me afogo num gole de café já morno
dos tempos passados e do futuro logo próximo
os buracos foram tampados por máquinas
porém, cicatrizes dizem
lá no íntimo do fundo do peito
Se dói
é amor !
Robson, pós-carnaval
2010
17/02/2010




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