Eu ia voando pela vida
Sem saber parar
Carros, árvores, amores, caminhões, filhos
Tudo ficava no retrovisor...
Minha mãe me dizia
Prá que pressa meu amor
Se não pode tudo num dia
Deixe um pouco prá depois...
Precisas parar
Logo com isso
Precisas lembrar
Que eu existo, eu existo...
O velocímetro da minha vida marca
Cento e vinte
E assim poucos me viram passar,
Preciso lembrar
Que eu existo
Que a vida não é um teatro
Que recomeça na sessão seguinte
Preciso lembrar
Que quando a gente corre demais
O mundo lá fora para
E me torno tão sozinho,
preciso parar
para dizer
que eu existo, que eu existo...
O ponteiro agora marca
Menos de quarenta
Não sei por que tanto eu corri
O coração quase arrebenta;
E vendo o álbum de fotografias
Eu chorei...
Preciso lembrar
Que minha pressa
Me fez tão distante
E hoje eu vou mais devagar na vida
Acelerando bem menos meu possante
Prá me lembrar, que eu existo...
Robson
21/12/2013




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