LA RÉSIDENCE DES PÈRE ET DU FILS
(A residência de pai e filho)
Quando moramos sozinhos
chamamos nosso abrigo de minha casa
e nele crescemos em meio a bagunça
livros abertos, marcados ou não, por toda a sala
da janela do quarto avisto a rua
e por cima da rua vejo o mar
e após o mar o céu anuncia a chuva
e a praia a se esvaziar...
Quando moramos acompanhados
a nossa casa de abrigo vira lar
já bem menos bagunçados
pois temos exemplos a dar
da janela se avista o mar ensolarado
gaivotas em bando a voar
em volta do navio semi-ancorado
o garoto a louça a lavar
já dita eu te amo pai amado
deixa logo eu ir brincar !
e assim eu vou cedendo
penso que não cedi mas ele já saiu
com amigos na praia correndo
meus pontos fracos ele já descobriu...
Nosso abrigo respira casa
nossa casa respira lar
a diferença é grande
de casa e lar como noite e dia
mas aqui moram dois poetas a recitar
um começa e outro termina tais rimas
unificamos e chamamos de moradia
A morada fraterna de Nossas Almas...
Robson, 09/07/2011




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