SEJAM BEM VINDOS AO CANTO DO MEIO POETA!

Escolha uma Música e Viaje pelo Canto do Meio

play


MusicPlaylistView Profile
Create a playlist at MixPod.com
Hoje é
É hora de escrever uma cartinha para mim: homemdeasas@hotmail.com

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

sensualidades‏





Quando escrevo me desnudo ao mundo
os pudores esqueço nos traços dos meus rastros
a luz me declara sombra da lua
apenas delineio-me numa ilha
fantasia tua, fantasia minha

O corpo arde ao vento que vem
entras no meu pensamento
remexe meus tormentos
e os caminhos se unem

A poesia começa a fluir
o poeta quer ser único
o corpo quer evoluir
a mente pede para fugir
o beijo nos deixa mudo

E assim minha mão alcança o objetivo
encontra ao chão a caneta vadia
e nessa junção de caneta e mão
solta a pretensa amada ao lado
escreve e escreve e escreve tal paixão

Tal amada se retrai
pensando ser a culpa do nada
mas o poeta sonhador explica
tú me atrai, amada, não complica
se eu não aproveitar esse momento
poderei não mais encontrar palavras
e sem elas serei apenas o vento
não chegaria às suas entranhas

~ Que nada belo escritor
o que escreve me abre as portas da minha indecência
esquece um momento teus sonhos
entra com tua realidade
me tira dessa inocência
mata minha virgindade
te peço em clemência
me adultera, muda minha idade !

Ao sentir-se acuado
ainda esboçando iniciar tal poema
arranja forças intempestivas e joga ao lado
a caneta de tal dilema

Ajoelha como se perdão pedisse
joga na sala uma canção qualquer
e despido ainda mais de seus pudores
adentra na musa que o quer
como se fosse o último de seus amores

E ela assim o quer
vira, revira, estonteia e se acende
faz queimar, faz chover
se sente indecente
o corpo a tremer...

A lua envergonhada se esconde
o planeta todo se cala
aos gemidos da amada
investidas de um sonhador
e assim a noite transpassa
um entra e sai imensurável
cada detalhe com fervor

De dentro do corpo brota a essência
amante amada sem pudor
o perfume da vida se espalha
o corpo muda de cor
cabelos se enlaçam pela carência
nada mais atrapalha
não é sexo, é amor !

e assim a caneta se esvazia
deste ato em poesia feita na hora
no papel amarrotado como roupas pelo chão
se despede com sua mão

e meu coração exausto apenas chora...
Coração


# meio poeta
maio/2011




4 comentários:

Anônimo disse...

Amei. Forte. Vigoroso. Sugestivo. Envolvente. Transparente. Tudo e Nada. Lindo.

Anônimo disse...

Hummmm, sensibilidade à flor da pele, quisera eu ser a musa de tal poeta...!
Lindo...!
Eu, rs

Anônimo disse...

Um belo poeta. Beleza aflorada pela sensualidade latente. E sexualidade transparecente. Poeta para todas as musas. Ou somente para uma, aquela que quisera sendo?

Canto do Meio disse...

Minha intuição é minha musa e acreditando que não haja inspiração em conjunto, continuo sem a madona e muito menos sem o patrono de tais poesias. Um poeta sem paralela fixa é como um pássaro em vôo livre, podendo criar a vontade sem se abrir demais para uns e nem se fechar para muitos...